7 de janeiro de 2010

Provas e Escalas



Gosto muito do espírito de renovação que vem no pacote do ano novo. Há já alguns anos que me entretenho a escrevinhar na nova agenda (será o apelo do papel novo?) as resoluções para o ano que se inicia (faço balanços no fim e tudo!).
Bom, neste começo, uma delas (não vou revelar as outras sem que receba pagamento em troca!) era a de que provaria 100 vinhos nunca, por mim, provados e dar-me-ia ao trabalho de escrevinhar notas e colar fotos (??? Talvez não vingue esta parte!) numa das Moleskine novas que há sempre lá para casa (já se tornou vicio ter sempre uma ou duas vazias para uma qualquer pressa mental!). Sei bem que 100 vinhos não é nada, mas a ideia não é publicar, é tão-somente, comprometer-me a “descascar” alguns vinhos e registar apreciações, vá… técnicas!
Alguma reflexão sobre o assunto, levou-me à primeira conclusão de que os registos teriam de ser acompanhados de um sistema de avaliação (malvada organização) que me permitisse mais tarde voltar ao vinho e perceber o que pensei e que tipo de sensações que tive (é que, para mim, fazer notas de prova é uma seca monstra! Tomo apenas algumas notas mais importantes).
E pronto, começaram os problemas. Existem várias escalas, mas nenhuma serve os meus intentos (para além da confusão que já para aí existe!). Eu queria uma que permitisse na volta, avaliar facilmente, diferentes parâmetros, consoante a necessidade da consulta. Lembrei-me que, o mais parecido que existe é aquelas médias que as revistas normalmente fazem ao Enoturismo e aos Restaurantes, onde existe uma avaliação global calculada através de apreciações particulares. Gosto dessa ideia, pois, de uma forma rápida (na consulta! Não tanto na execução, eu sei!) conseguimos ter uma noção pormenorizada e temática da avaliação.
Será mais interessante (?) uma coisa do género:
Prazer: 16
Qualidade técnica: 15
R.Q.P.: 14

Apreciação global: Media (ponderada ou não) dos valores anteriores.
Afinidade Gastronómica: Sim/Não


Querem-me ajudar neste brainstorming? Sugestões para a lista? Critica ao método? Insultos gratuitos?
Deixem sugestões!
Obrigado

4 comentários:

Marco Crespo Manteiga disse...

Tenho uns amigos que fazem isso mesmo no caderno Moleskine que falas porém, de uma forma muito pouco formal, ou técnica se quiseres, apesar de serem profissionais do mundo vinícola em diversas áreas.
O sistema deles é aplicável para restaurantes que tenham curiosidade de conhecer, sítios para visitar ou vinhos a beber, em casa ou no restaurante. Então e como o fazem? Basicamente têm uma escala (lá estão as escalas de valores!) de 0 a 20 valores onde inscrevem o bom e o melhor de cada coisa, associando sempre comentários. O caderno roda pelos presentes no evento, jantar, prova. Se é uma forma de às vezes influenciar quem vem atrás e lê o que o anterior escreveu? Sim, mas o objectivo é despretencioso e puramente de diversão onde ninguém é obrigado a justificar-se. No futuro é divertido de ler as opiniões.
Abraço

Hugo Mendes disse...

Olha que essa ideia é bem catita....

Joel de Sousa Carvalho disse...

Hugo, gosto da ideia, mas acho que deves ser tu apenas a escolher a escala e tudo o resto... Mas já que pedes sugestões...Posso ir para os insultos?? hehe

"Este vinho daria um bom fundo de panela, evaporavam-se-lhe os defeitos!!"

Abraço Amigo

Hugo Mendes disse...

Só é insulto se estiveres a pensar em algum vinho... em especial! lol
Abraço