23 de junho de 2010

O que mudou desde a criação dos Enoblogues?

A pergunta não é maliciosa! Não pretendo despoletar aqui nenhuma guerra sobre a importância de respeitar os blogues, ou o papel que vão ter no futuro!
Trata-se de um balanço! Afinal, já temos um blogue com 5 anos de trabalho ininterrupto, temos 3 blogues classificados num ranking internacional, até já vamos tendo variedade de conteudos….

Como têm isso afectado o sector?

O que mudou desde a sua génese?

Qual a sua utilidade para o sector e consumidores?

Qual o papel que desempenham hoje?

53 comentários:

Pingus Vinicus disse...

Bom Hugo, vais-me fazer falar, falar...

O balanço é, apesar de tudo, positivo. Colocou os consumidores a falar de vinho e democratizou ainda mais o sector. O povo atreveu-se a dizer o que pensa sobre os vinhos, a descacá-los, a dizer que gosta e não gosta. É a acima de tudo liberdade de expressão.

Quantos às tuas perguntas, aí sou mais pessimista, muito mais. Depois de passada a Primavera bloguista, depois do advento do Fórum da RV que pouco trouxe de novo ao que já havia na rede, sinto que vamos terminar no mesmo sítio em que começámos.

Pessoalmente, e analizando friamente, não creio que tenha afectado significativamente o sector.

Sobre utilidade ainda estou para reflectir sobre a verdadeira importância do movimento, como também dos fóruns (não podemos colocá-los de fora).

Papel que desempenham hoje? Hum, sinceramente não sei. Não sei de todo. Sinto que correm perigosamente para o esquecimento, para o marasmo...

Ainda estou a reflectir sobre as tuas perguntas.

Hugo Mendes disse...

Rui,
Passamos tanto tempo a discutir o futuro que às vezes esquecemo-nos de estudar o passado!
As perguntas são casuais! Podem muito bem ser outras! Estas foram as que lembrei! Mas há mais… muito mais!

João de Carvalho disse...

Como têm isso afectado o sector?

No seu todo penso que pouco mudou, a máquina é pesada e as engrenagens estão muito encravadas, precisam de muito óleo blogger... mas penso que em certos pontos já se mudou, mais não seja porque alguns produtores olham cada vez mais para os bloggers como um canal de divulgação dos seus vinhos.

O que mudou desde a sua génese?

Muita coisa mudou e tem vindo a mudar, essencialmente mentalidades (algumas engoliram valentes sapos) e no que aos blogs toca tem havido uma mudança derivada de um aumento de conhecimentos (efeitos da idade e da preserverança na prova), tornando-se mais sérios e competentes no que fazem... a crítica amadora de vinhos.

Qual a sua utilidade para o sector e consumidores?

São uma ponte de ligação sem grandes custos(publicidade)apenas limitando-se aos próprios vinhos (amostras) e o melhor meio de ligar o produtor aos consumidores, cada vez mais o consumidor procura informação sobre vinhos que ouve falar, vê ou compra... nessa crista da onda aparecem as notas de prova dos bloggers. O produtor cada vez mais reconhece essa mais valia e aposta nos blogs para divulgar os seus vinhos, pois estão todas essas informações à distância de um click

Qual o papel que desempenham hoje?

No meu caso o papel começou como simples crítica amadora daquilo que ia provando aqui e ali, penso que hoje em dia pouco ou nada mudou... o papel continua a ser o mesmo, pontos essenciais de divulgação de vinho para o mundo. É que na China podem dar a opinião sobre o teu vinho num determinado blog que o tenha provado, essa aproximação é impossível com uma revista e mesmo com um fórum (que só são conhecidos dentro de portas).

Hugo Mendes disse...

João,
Concluo do teu post que, não só não mudou nada como também não servem, por enquanto para nada! È isso?
A procura por parte dos produtores deve-se ao mérito dos blogues ou a outros factores?
Na minha opinião, deve-se a outros factores. A saber, ao facto de muitos estarem fartos da crítica e da forma como ela é feita. Desculpem, mas em minha opinião, o mérito é da crítica e do “Sistema” de que fala o José Carlos, e não do bom trabalho dos blogues.

Pingus Vinicus disse...

Não sou tão optimista como o meu amigo João Pedro, a eventual visibilidade advém de situações conjunturais talvez relacionadas com a crise que estamos atravessar.

Mas olhem que a critica dita convencional, mais formal, não deverá estar a viver grandes momentos, mesmo que os ditos que vivem dela acreditem o contrário. Às vezes estamos mortos sem saber...

Sobre o tal sistema, hugo, temos que ter a coragem para não falar tanto nele, temos que colocá-lo de lado, desprezá-lo e não ser sistematicamente uma desculpa por não ganharmos o jogo.

No estado que estão as coisas tem que haver muita descontrução, deitar abaixo e depois ver o que sobra.

Hugo Mendes disse...

Eu quando aqui refiro esse sistema, coloco-o entre "" e quero apenas satirizar toda a conjuntura que envolve a crítica.
Mas já agora, como pretendes desconstruir algo que ao mesmo tempo pedes para fingir que não existe?

Pingus Vinicus disse...

Ok, falava da descontrução dos blogues, a da critica virtual, das novas formas de falar sobre vinhos.

Sobre a critica convencional, sobre o sistema, hugo, não estou muito preocupado (mas eu estou numa posição muito confortável).

Hugo Mendes disse...

Entendi!
Não é que a crítica me preocupe! Se assim fosse, não agia como ajo!
Mas entendo que a crítica, tenha ela o formato que tiver, tem de existir!
Quero que ela exista!
Quero é que seja boa, informada, idónea, livre e, se possível, bem-humorada!
Mas sabes! Embora só tenha aqui o comentário de 2 blogues, até ao momento, não são blogues quaisquer e por isso fico deveras preocupado que me digam que, ao fim deste tempo ainda nada mudou! Não há qualquer coisa de errado nisso? 5 Anos (dou como marco de inicio o blogue do João, mas não lhe imputo nenhuma responsabilidade, entenda-se!) e não mudou nada?
Eu, como sabem, acredito que o futuro da crítica passa por aqui, ou por pessoas daqui, logo, fico preocupado sim! Muito preocupado!

Pingus Vinicus disse...

Hum, Hugo, percebo (e tb não percebo a tua preocupação).

Sobre a mudança que referes, julgo que existe algumas diferenças de opinião entre mim e o João Pedro. Penso que na opinião dele (eu estou a fazer provavelmente uma interpretação grosseira) houve mudanças no sector com o aparecimento de blogues e de outras plataformas digitais. Eu, pelo contrário, acho que se houve mudanças elas não foram significativas ao ponto de fazer mexer o sector e as razões são várias. Estamos neste momento, perante uma parede e que não sabemos saltar ou ultrapassá-la. Vou repetir-me mais uma vez, eu tb não quero saltar ou ultrapassá-la, mas acho que tem de haver, tem mesmo de haver, gente capaz de a torneá-la, é necessário, porque se não vai andar tudo a jogar ao centro, a empatar e haverá alguém que, mais tarde ou mais cedo, vai passar a perna a muitos bloggers que ambicionam mais qualquer coisa que isto.

PS- Hugo vou publicitar a discussão no meu Blog.

João de Carvalho disse...

Hugo, tanto que houve mudanças que a principal de todas foi a de se criar uma alternativa viável ao papel... as pessoas têm hoje em dia na internet a possibilidade de encontrar opiniões sobre os vinhos que provam e têm também essa mesma possibilidade, de partilhar a sua experiência nos determinados locais... isto é mudança, isto é alternativa. Permite-se a quem lê deixar a opinião sobre o que lê... isso antes não existia e agora já é possível.

O produtor que se farta da crítica do sistema e aposta na divulgação dos seus vinhos nos blogs é uma alternativa, é uma mudança, antes que possibilidades havia ? Afinal de contas isto não interessa nem conta ? Mesmo quando vêm os blogs como um meio barato de divulgar um pouco mais os vinhos que produzem, isto antes não existia... não será isto uma alternativa e algo que tem vindo cada vez mais a mudar ?

Termino por agora a dizer que se algo não tivesse mudado, nem eu nem o pingas andavamos aqui hoje a comentar este teu post... estarmos aqui é sinal que algo mudou e algo aconteceu, agora cada um tire as conclusões que quiser.

Hugo Mendes disse...

João, do que é que estás a falar?
Interactividade é uma vantagem sim! A VANTAGEM da internet, não algo que o teu blogue, o meu ou o do Pintas criaram! Depois, que interactividade é essa? Tens meia dúzia de gatos pingados a deixarem-te comentários e 95% deles são outros bloguers! De resto nem sabes ao certo quem te visita e de que forma é que essas visitas se vão reflectir no consumo!
Sou um idealista e um utopista (acho que inventei uma palavra!). Acredito que a vontade e a determinação movem montanhas, mas não gosto de ir cego nessa luta! Verdadeiramente consegues medir a influência que tens? E tens de facto alguma? Quantas pessoas vão consultam os blogues antes de fazer compras!
Eu entendo que isto não deve verdadeiramente ser com acho que, estou certo que, deve ser mais ou menos assim! Isso é gestão à antiga!
Ouve! Eu acho que tudo conta e vou repetir pela enésima vez, o futuro é por aí! Mas não é por isso que vou fazer um balanço fantasioso do que se passa!
Experimenta fazer um inquérito nas lojas onde as pessoas compram vinho (não online, mas nas garrafeiras e nos SM). Pergunta às pessoas onde se aconselham na hora de escolher o vinho e pergunta também se sabem o que é o Copo de 3, o Pingas no Copo, o Pingamor. Depois pergunta-lhes se conhecem algum blogue dedicado ao vinho!
Depois, trata os resultados! Na conclusão desse estudo tens a realidade!
É importante conhecer-mos a realidade quando queremos construir algo que valha a pena!
Pingus,
Partindo do princípio que existe de entre os actuais bloguistas pessoas que serão os próximos lideres de opinião, acho deveras preocupante que não haja resultados concretos ao fim de 5 anos! Legalmente são aceites 3 anos de prejuízo! ; )

Pingus Vinicus disse...

Hugo, como deves ter reparado publicitei a discussão no Pingas no Copo a ver se caçamos mais alguém, mas desconfio que vamos ficar a falar entre nós. Mas continuemos...

Dou mais uma achega para a conversa, quando questionas sobre o número de leitores/consumidores que poderão conhecer os blogues, diria que sofrerão do mesmo mal os "concorrentes tradicionais". Quantos consumidores compram vinho a partir do aconselhamento da RV, da Wine e de outros? Hum, um punhado de gajos. Nem estes, provavelmente, têm estudos sobre a matéria.
Olhando para a minha realidade, que são umas largas dezenas, ninguém conhece as ditas.

Sobre a última parte do teu post, logo à partida, não partilho da ideia que surgirão novos lideres de opinião. O meu postulado parte do principio de que o povo, em bloco, será o novo lider de opinião e não meia dúzia de gajos doutorados na matéria que detém a catedra. É no jogo: povo vs critica que as coisas se vão decidir. Com consumidores mais esclarecidos, a importância da critica, seja ela qual for, vai desaparecer.

Será na aproximação ao povo que os produtores irão eventualmente investir.

João de Carvalho disse...

Mas Hugo a coisa nunca mudou sendo como tu dizes, porque o Xico do Talho ou a Rosa Peixeira que compram vinho, não querem saber nem de revistas nem vão à internet... esta é a maioria e a realidade, se essa maioria nem sabe quem é o Parker, João Paulo Martins ou o Gary V, achas que sabe quem são os blogs ??

Quem conhece os blogs são os mesmos que conhecem os outros todos, são essas pessoas mais esclarecidas que conhecem a realidade e nos visitam. São algumas pessoas que moram no estrangeiro e a única maneira que têm de andar informadas sobre os vinhos que cá se vão fazendo é consultar os blogs nacionais, são aqueles que na altura da compra cá dentro e mesmo lá fora vêm cá dar uma vista de olhos... são esses os números de quem nos visita. Quanto aos comentários, sabemos todos muito bem que o Tuga gosta muito mais de olhar do que participar.

Quem anda nestas coisas das provas e dos eventos é uma minoria, aliás são sempre os mesmos que passados uns anos já se conhecem todos, o pessoal que enche o ECVS quer é beber uns copos valentes e depois continua a comprar mais do mesmo porque não tem dinheiro para mais, nem está para se incomodar com ir à procura daqueles que se consegue lembrar que gostou.

Chapim disse...

Caros,
como consumidor de blogues, foruns e revistas, nacionais e internacionais venho deixar a minha opinião.
Acho que os blogues aparecem de uma forma natural. Como o João disse cada vez mais se procura informação. Cada vez mais há mais gente a falar e a interessar-se por vinho. E naturalmente a net será um canal privilegiado. A facilidade de escrever sobre as suas paixões apareceu mais naturalmente com a net. É assim com o vinho como com outros produtos, mercados, interesses.
Acho que a industria olha para os blogs ainda a 2 tempos: há os que perceberam a sua importância mediática, seja ela qual for e os que continuam a fazer tudo igual como sempre fizeram. Importa aqui referir que boa parte dos bons produtores portugueses já perceberam o fenómeno.

Para mim como mero consumidor interessado, consumo blogs vínicos para saber algo mais, estar atento a novidades, e ver o que escrevem os amigos.
Mas há algo que como consumidor me irrita um pouco: a presença das mesmas provas em vários blogs ao mesmo tempo. Eu sei que é natural face às amostras recebidas, as provas para que foram convidados, etc. Mas para alguém que como eu que diariamente passo uma vista de olhos por muitos blogs nacionais vejo muitas vezes os mesmos vinhos. E isto normalmente não encontro nos blogs de outros países.
Abraços a todos e continuem
Ruca/Chapim/Rui Figueiredo

Pingus Vinicus disse...

Oi Rui/Chapim, percebo o que dizes, mas já pensaste que pode ser resultado da reduzida dimensão do mercado e que os potenciais interessados não esticam?


Lá fora, resultado da sua dimensão do país em causa e do mercado, a capacidade de ser diferente pode ser eventualmente maior.

Nós vivemos numa pequena quinta. :)

João de Carvalho disse...
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João de Carvalho disse...

Pingus lá fora é igual que cá dentro, os blogs são blogs, veículos de transmissão de opinião puros e duros. O problema é que moramos num país pequenino onde os preconceitos e teorias da conspiração absorvem tudo e todos.

Não vejo outros "camaradas" bloggers lá de fora preocupados se mudam ou deixam de mudar o sector... aliás mudamos nem que seja um bocadinho o sector a partir do momento em que começamos a interagir com ele, e mexemos com ele a partir do momento em que vários produtores dedicam dias específicos de apresentação dos seus vinhos para quem... para os bloggers.

Digam que é marketing barato, que é isto ou aquilo... o certo é que só acontece porque os blogs existem. A partir do momento em que surge algo de novo, passa a haver uma alternativa, cabendo a cada um de nós fazer com que seja viável ou não... para muitos terminou antes de começar... eu com 5 anos de blog ainda cá estou e pretendo mandar o Copo de 3 para a escola muito em breve, prevejo que vêm aí novidades lá para Setembro, e será para mudar algo ? Não sei, mas pelo menos vou tentar... baixar braços não.

Hugo Mendes disse...

1º : Partilho da opinião do chapim quanto ao facto da repetição das provas nos blogues, pois, tal com ele também vou a cada blogue, normalmente duas vezes ao dia!
2º: Pingus: Não concordo contigo nessa segregação completa do papel de crítico. Penso que críticos irão sempre existir! Quanto mais não seja porque a produção sente necessidade de comparar os seus vinhos por alguém diferente do consumidor normal!
3º: João: Insistes em não querer ver uma coisa! Lá fora, os camaradas bloguers, os que querem mesmo fazer valer-se, trabalham que nem doidos. Tiram várias formações, fazem viagens de aprendizagem, enfim, um pouco de tudo para aprender, tomar conhecimento do meio e dos seus meandros. Logo que podem “inventam” trabalhos que lhes permite ter um papel no sector ou pelo menos ter uma actividade ligada ao vinho!
Cá vês o pessoal, simplesmente a debitar notas de prova, eu acho que já ninguém tem muita pachorra para notas de prova… mas isso digo eu!

Miguel Pereira disse...

Pessoal,

O modelo de blogs de vinho como se fazem em Portugal parece-me esgotado, Há que inovar. Como? Ainda não sei mas hei-de lá chegar, ideias na cabeça não param...
Tenho a noção que a nota de prova, tal como ela hoje é feita, é aborrecida, sem muito interesse, pelo menos para quem lê. Também sei que os produtores que enviam amostras gostam de ver os seus vinhos provados e no seu caso não se importam da tal "nota de prova", desde qu eseja favorável. Uma nota "menos boa" e deixam de enviar, como nós sabesmo muitos casos.
O caminho tem de ser mais interactividade com quem lê e tentar abraçar um outro público, quem compra vinho dia a dia, quem compra o Porta da Ravessa.
O grande problema (um dos...)é a diminuta massa crítica nos vinhos de qualidade em Portugal. Como já o disseram várias vezes, somos sempre os mesmos, nos foruns, nos blogs, nas revistas, nos enventos. Isto quer dizer qualquer coisa, não? Não existe mundo para além disso? É aí quem o blogs devem atacar.

João de Carvalho disse...

Mas para que algo mude tem também de mudar a mentalidade das pessoas, ou fazer-se para que essa mesma mentalidade mude. O Tuga é acanhado por natureza, comodista e pensa que sabe tudo, não investe nem se informa/esclarece antes de comprar... compra porque ele é que sabe e mai nada. É este o tipo de consumidor que temos cá, o generalista, aquele que só bebe Convento da Vila e torce o nariz a tudo o que lhe metas à frente... afinal são anos de dedicação a uma marca... casos perdidos a meu ver.

Captar sim a atenção daquela espuma que anda mais solta, daqueles que mostram interesse mas que mesmo assim não demonstram ainda a vontade de participar. Como chegar lá ? Mudar a maneira como se aborda um vinho, linguagem mais prática, mais acessível , Wine for Dummies ? Ir ao encontro dessas pessoas ? Abordagens mais radicais do vinho ?

Os blogs vieram para ficar, morrem uns nascem outros... podiamos sim melhorar a imagem, ser um pouco mais cuidados na apresentação do espaço, e um inúmero conjunto de detalhes que tornaria mais apetecíveis de visitar e de "folhear".

Rui A.Teixeira disse...

Meus caros,

Em primeiro lugar, a minha participação nesta montar de opiniões não vem acrescentar nada a não ser a visão de quem, apesar de provar e tentar interpretar vinhos há mais de 9 anos, alguma leitura de revistas e livros da especialidade e alguns cursos à mistura, resolveu há cerca de um ano criar um blog.

Muito resumidamente, penso que os blogues surgem como uma nova “entidade”, que apesar de não serem directamente relevantes para o comum dos consumidores, acabam por paulatinamente dar o seu bom contributo a uma nova geração de consumidores que se apresentam cada vez mais curiosos e exigentes, habituados a recorrer à internet para procurar respostas a estas suas curiosidades.

No entanto, muito há a fazer, nomeadamente ao nível dos formato e perfil dos nossos blogues, teremos de estar muito atentos à realidade dos actuais consumidores, ter em conta o leque de estratos sociais que nos visitam e até mesmo destacar as boas relações preço/qualidade dos vinhos apresentados. No fundo no fundo, para além de querem conhecer novos bons vinhos é isto que maioria dos nossos visitantes procura, o conselho a uma boa compra.É esta a diferença entre nós e os críticos “oficiais”, se assumirmos única e exclusivamente uma postura de avaliar vinhos e transmitir as nossas notas de prova. O que diferencia os críticos dos bloguer’s? Os primeiros serem profissionais? Provavelmente!

Acho que nos devemos concentrar no essencial, ainda não encontrei em nenhum dos blogues que conheço o perfil exemplar, andamos todos constantemente em busca de um formato que se quer cada vez mais apelativo e consistente, é nisto que nos devemos focalizar, pelo que acho uma pena que se perca tempo, isto sim à “Tuga” , com ataques aos “críticos” e outros demais que naturalmente como em todas as profissões há quem o faça com e sem competência.

Mas isto é a minha opinião vale o que vale.

Pingus Vinicus disse...

Oi Rui Teixeira, ninguém está atacar os críticos ditos profissionais, aliás essa uma questão ultrapassada, pelo menos para mim. Diria que, pessoalmente, pouco ligo ao que eles dizem e ao que eles escrevem.

Falas que não encontraste ainda nos bloggers o perfil ideal ou exemplar. Não achas que seja normal que assim seja? Seria um pouco messiânico que houvesse alguém exemplar. Nop, não acredito que hajam "salvadores da pátria".

Como deves reparar, a minha ideia e a do Hugo é, como dizes e bem, discutir sobre a forma como possamos chegar ao tal formato mais apelativo, mais moderno e não é, para mim, uma questão de imagem, mas sim de conteúdo.

Um forte abraço de outro Rui

j... disse...

a discussão está interessante.

os blogues ainda não têm peso no meio vínico. então em portugal..

a crítica instituída, em crise ou não, tem uma enorme vantagem sobre os blogues. não só o crítico da grande imprensa chega a mais gente que qualquer blogger, muitas vezes mesmo a quem não o procurar, veja-se o caso dos suplementos de alguns diários, como o suporte editorial é muito maior. há mais convites, maior disponibilidade para viajar, mais gente disposta a recebê-los, dinheiro para cobrir as despesas, assistentes, fotógrafos, tipógrafos e designers gráficos... mais uma data de coisas e pessoas de que me lembrei mas não escrevi, outras ainda que nem sequer sei que são precisas ou convenientes e, claro, acima de tudo, a ausência de um outro emprego a tempo inteiro, sem o qual o blogger comum não teria, por exemplo, como beber. :)

o crítico, tal como o conhecemos hoje, é raça que não se vai extinguir tão depressa. e ainda bem.

e depois não deixa de ser um exercício interessante ver que tal se portam quando blogam. goode, iverson, sevenich... que têm os blogues deles que os nossos não tenham, excepto, é claro, aquilo que adveio das oportunidades vividas enquanto profissional puro e duro "do outro lado"?

nada. e este "nada" não é uma tentativa de bater nos críticos, mas a (triste?) conclusão de que não há poção mágica que o pobre pequeno joe possa tomar para virar um visto e respeitado motor opinativo. só há uma maneira de lá chegar, envolvimento pessoal, contactos, tempo, esforço, talento, preserverança. e aqui tanto parker como vaynerqualquercoisa são mais que pares.

o formato blog poderá, isso sim, ajudar algum talento a revelar-se. queira ele, deixe ele ser visto pelas pessoas que importam. vá aos sítios, procure as pessoas... dê retorno, que querer não basta.

e as coisas acontecerão.

mas já não neste formato. porquê? porque a web 2.0 já tem as suas estrelas. é preciso ser bom e é preciso ser pioneiro. ser bom, aqui e agora, já não chega para a "next big thing".

também é um bocado questão de sorte, claro. mas ir por aí...

bem, deixo a next big thing para ppl mais afirmativo, mais dinâmico...

... mais "alfa". sim, que eles andam aí, lol.

uma última achega:

o crítico, profissional ou não, opina sobre o que experimentou. poderá uma nova forma de crítico agir como elemento credível quando intermeia avaliação de coisas experimentadas com o puro e simples replicar de notas de imprensa, deixadas por agências publicitárias na sua caixa de email?

fazê-lo revela ambição - serão esses os que querem ser mais que apenas outro carola que há anos escreve sobre aquilo que bebe - mas também falta de, se não jeito, pelo menos foco. a meu ver, aí está um ponto a corrigir.

escrevi, escrevi... agora aguardo que me venham dizer que só disse caca e que caca sou e o meu blog também, como de costume ;)

à semelhança dos outros, não apresentei soluções, claro. não há soluções. ainda me lembro do enxovalho que levou aquela ideia da "coop. de bloggers".. lol, que, de qualquer forma, poucas ou nenhumas hipóteses de sucesso teria.

querem uma melhor? usem google bombs para meter as vossas notas de prova dos mais recentes vintage da marca x, apresentados em y, como primeiro resultado do google para query:fine+tits.. e complementem-no com um contador de tamanho visualmente impositivo.

assim, aposto que pelo menos parte do problema de um ou outro fciará resolvido.



p.s.
e os fóruns? lembram-se do único fórum eno @pt que não era mantido pela crítica estabelecida? onde pára mesmo? aaa..

Antonio disse...

Ola a todos,
Acho o tema da inovaçao interessante. Nao tenho nenhuma receita magica para propor, mas mesmo assim posso deixar a minha opiniao sobre algumas questoes.

Em relaçao as notas de provas, li que esse modelo ja estava esgotado. Penso que nao é bem assim, pessoalmente gosto de as ler se nao forem soporoforicas. Pessoalmente gosto do estilo do Rui Miguel, porque as suas notas de provas sao contadas como se fosse uma historia, com romantismo e paixao, onde nao se fala apenas do vinho, mas tb do seu contexto e das sensaçoes que procura. Por vezes até parece um poema. Gosto deste estilo!

Em relaçao a inovaçao, lembras-te Rui da serie que publicaste quando visitamos algumas adegas do Dao? Ora para mim, um belo modelo de blog é esse tipo, onde se publica reportagens de visitas a produtores e as sensaçoes que dai resultam.

Para mim os blogs sao complementares das revistas. Com ambos tenho aprendido muito.
Acho que nao estao assim tao mal como se pintam. O mais importante é que tenham gosto no que fazem.
Abraço
Antonio Madeira

Pingus Vinicus disse...

Estimado J..., nunca nenhum blogger, alguma vez, disse que as tuas palavras são caca, tal como o teu blog. Aliás, pertences, mesmo que não queiras, à aliança blogger. eheheh

António, obrigado pelo que disseste.

j... disse...

Caro Rui.. pertenço e com gosto.


E sobre o tópico, ideias?

Hugo Mendes disse...

Eu gostaria de resumir aqui umas ideias que li e gostei:
1º Pingus Vinicus Disse:
“… e não é, para mim, uma questão de imagem, mas sim de conteúdo.”
Precisamente de acordo, quem pensar o contrário, engana-se!
2ºj disse:
“… o formato blog poderá, isso sim, ajudar algum talento a revelar-se.”
Perfeito! Mas se esse talento aí andar, é bom que se lembre que a inspiração conta 1%, o resto é transpiração!
Pronto, agora eu:
O tópico era sobre o passado, mas a tendência das respostas está no prever o futuro! È, quanto a mim, importante discutir o passado, antes de planear o futuro (não tenho pretensões de achar que daqui vão sair essas resoluções!).
Para mim, de facto , não existe nada de muito consistente, e explico. O sector (vinho) ainda padece de Gestões (conjunto de pessoas que gerem) sem grande conhecimentos de marketing ou gestão do mesmo. È por isso que as revistas subsistem e até é por isso que algumas conseguem criar espaços na net já com publicidade antes de ter conteúdos. Isso, para mim, é impensável na rentabilização de qualquer investimento. Mas subsiste, vamos ver até quando!
Falam aí dos produtores! A produção está numa crise medonha e por isso tudo vale, na ilusão de mais uma venda! Se hoje a situação melhorasse, não tenho dúvidas de que os blogues deixariam de receber a maior parte das garrafas que recebem!
Acredito, e já o disse, que mesmo que a situação financeira mude, nada vai ficar igual, e todos vão melhorar as formas de rentabilizar os seus investimento e controlar o retorno de publicidade. Hoje em dia isso já é fácil em internet! O mundo já anda maioritariamente por aqui! Logo, não é difícil de aceitar que num futuro não muito distante, eles também o farão em massa!
Será uma oportunidade de ouro para novos formatos, novos conteúdos, ou formas diferentes de os apresentar. Mas quem quiser correr atrás desse maná, não pode ficar sentado à espera de ser bafejado pela sorte! Penso que a exigência será maior! Tem de haver verdadeiras contrapartidas!
É importante, ter isto em mente quando avaliamos o que já se fez até aqui!
E, se esta minha previsão se concretizar, a resposta é simples!
Nada! Ainda não se fez nada!
Uma nota para o João, no inquérito que te desafiei para fazer, terias (penso!) muita gente a responder que se inspirava na RV, não porque o fizesse, mas por vergonha recorria à marca que conhece! A marca que acha que se associa à critica de referência, de qualidade!
Se conseguires fazer isso com o teu blog, tens a vida ganha!

Pedro Sousa P.T. disse...

Olá. Também não vou acrescentar nada.
No meio desta discussão coloco-me na posição de consumidor apaixonado, tendo para além de uma simples amizade virtual que tenho pelos blogs, uma utilização como ferramenta de consulta, já viram o bolg osvinhos? Não menosprezando os outros, considero este blog uma autêntica ferramenta de consulta, com uma linguagem simples de fácil manuseamento, muito útil na procura da melhor relação qualidade/preço, ou seja na melhor compra.
Acho que a grande fatia de consumidores está totalmente virada para o vinho barato de grande peodução, e aí vem os tais Conventos da Vila como afirma o João Pedro. É vinho para consumir à refeição, e ponto final. Para estas pessoas os blogs nem existem. Revistas ou suplementos de jornais, somente os desportivos, e mesmo assim, nem sei.
E é mesmo aqui que pretendo chegar. Meus caros, isto é o verdadeiro espelho cultural da nossa população. Fiquem descansados que não é só no vinho, mas em tudo. Há uma falta de intresse generalizado.
Contudo há um factor que mais uma vez o João Pedro refere e com razão, "o Tuga gosta muito mais de olhar do que participar." Eu falo por mim. Sou fiel leitor quer do João Pedro, quer do Rui Miguel, passando pelo Miguel Pereira, e quantas vezes eles falam de um certo vinho, que eu digo para mim mesmo, tenho que comentar este, não vai passar. Mas depois mete-se outra coisa, dá-me a preguiça, e pronto, menos uma.
Também há outro factor fundamental para a falta de intresse nos blogs,resvistas suplementos e afins. A falta de dinheiro!!! Meus amigos, não sejamos ingénuos, isto não é um "desporto" barato! A grande maioria dos vinhos de qualidade está acima dos 10€. Ora quem tem casa para pagar, creche, carro, mais a comidinha e outros, não é fácil.
Soluções, não sei, mas vou deixar uma dica. Um exemplo: Já deram conta que na Garrafeira Nacional o Ramos Pinto Collection tinto de 05, 06, e 07 está a 9,90€ há mais de um mês? Pois no Jumbo está a 18€. Numa grande superfície? Quem diria? É somente mais de o dobro!!!
É aqui que os blogs podem ser úteis, ao informar os seguidores de estes pequenos pormenores.
Não sei se ajudei. Se calhar não, mas sinto-me, pelo menos aliviado de ter dito qualquer coisa.

Abraço

Pedro Sousa PT

Miguel Pereira disse...

O meio do vinho ainda é muito pequeno em Portugal. Para crescermos temos de abrangir outro target, o consumidor, aquele que vai às compras com a mulher e o filho e que compra vinho para o dia a dia. Aquele que diz "hoje como é dia de festa, vai um Monte Velho...". Mas concordo com o João, o português não segue opiniões, são poucos os que o fazem, por isso temos de ir por outro caminho e temos armas para isso: Não dependemos de ninguém!! Já viram o que podemos fazer com isso?

Hugo Mendes disse...

Caro Pedro Sousa, seja bem-vindo a este espaço e a esta discussão!
Percebo o que diz e estou consigo nalgumas opiniões. Não estou somente de acordo com a resignação que propõe (ou que corrobora!).Não acho que nos possamos resignar a frases como: “O Tuga é assim!”, “Não há nada a fazer!”.
Há sempre uma alternativa. Quanto mais não seja, encontrando formas de falar às novas gerações, a todos aqueles que ainda não consomem, mas se preparam para consumir!
Eu entendo que não é o consumidor que se tem de adaptar ao veículo de informação, mas sim ao contrário. Quem pretende passar informação, tem de perceber a quem o quer fazer, e em que formatos.

Rui A.Teixeira disse...

Meu Caro Pingus Vinicus,

Em primeiro lugar não sou defensor de críticos nem do que eles dizem, a minha política é mais do tipo “ Os cães ladram e a caravana passa”
Quando me refiro em não reconhecer um Perfil e Formato Ideal, e óbvio que estou a falar no sentido figurativo, e esta nota surge na sequência de algumas apreciações feitas em blogues ditos de referência a outros que tal como eles trabalham seria e convictamente, procurando fazer o seu melhor, é preciso não esquecer que todos nós estamos cá por gosto, mas nem todos estão à procura da mesma coisa.

Escusado será dizer que isto não se aplica a ti, até porque se chegarmos a criar alguma organização, à semelhança de outros também votarei em ti para a presidir.

Isto sim para ti, em resposta ao teu último ponto, é óbvio que o mais importante será o conteúdo aliás quando me refiro a um formato mais “consistente” é precisamente a este conteúdo que me estou a referir, mas também acho que teremos de ser mais apelativos na forma como o fazemos.

Um forte abraço.

Pingus Vinicus disse...

Olá Rui Teixeira, falar de blogues de referência faz-me ficar com a pele de galinha, porque esse conceito não é fácil de interpretar. Depois, concordo contigo quando afirmas que todos os blogs trabalham com seriedade, honestidade e afinco. Não tenho e não quero ter qualquer dúvida sobre isso, logo, em principio, estamos todos no mesmo barco.

A partir do momento que haja, eventualmente, alguma profissionalização da parte de alguns bloggers, eles deixarão de pertencer a este lado e passarão para o outro. É a lei da vida. A título pessoal, ficaria contente que alguém conseguisse ter o arcaboiço suficiente para dar esse passo, mas não creio que seja possível (esta foi mais para o Hugo que parece-me ter abordado esta questão).

Um forte abraço

Miguel Pereira disse...

Caros,

Mas não aham que os blogs por sim, e só por si, podem ser algo de impostante, de referência? Dar o salto para quê e para onde? Para a crítica? Mas não
é isso que fazemos todos os dias? Tornar mais fortes os enoblogs, isto sim!

Hugo Mendes disse...

Sei que aqui a barreira é muito ténue…
Eu não vejo o futuro como uma cópia do passado! O crítico será, quanto a mim, um ser solitário! Não estará preso a nenhuma estrutura nem a nenhum sindicato ou outra plataforma que o possa (não estou a dizer que o faça) condicionar de forma diferente. A verdade é que todos somos humanos e nenhum de nós é opaco, na íntegra, a influências externas!
Não me choca que tenha de adaptar uma forma mais cativante, sem contudo, alterar os valores dos conteúdos.
Os blogues, são quanto a mim as estruturas mais parecidas com o que imagino ser o futuro. Pois já têm essa individualidade e são estruturas extremamente leves de sustentar! O que não invalida que a actual critica se reestruture….

Hugo Mendes disse...

Miguel,
Explica lá isso melhor! O que é tornar mais fortes o enoblogues?

Rui A.Teixeira disse...

Não consigo entender “adaptar uma forma mais cativante, sem contudo”? Mas é isto que se pretende? O importante é que os artigos que publicamos não sejam enfadonhos, não sem conteúdo.

Hugo Mendes disse...

Prezado Rui,
Sem contudo é diferente de sem conteúdo! Sem contudo é o mesmo que, por exemplo:
Não obstante, Pesa embora, sem no entanto….
E não uma referência ao conteúdo dos posts que, se reparar no que escrevi sempre sobre este assunto, é ao que dou mais importância!
O que pretendo é dizer que, existem várias formas de dizer que um vinho é bom e merece ter 16 valores. Se tenho 1000 pessoas que preferem que o diga a cantar e se eu até tiver jeito e gosto por isso, não o vou fazer por escrito, quando é lido apenas por 20! (O exemplo não deixa de ser metafórico!)
Forte abraço
Hugo Mendes

Hugo Mendes disse...

Esta confusão do Rui, fez-me reflectir sobre outro pormenor:
A forma que tomam os nossos conteúdos!
Reparem, o conteúdo do post foi mal interpretado e, só posso concluir que foi porque a forma que escolhi para o apresentar não foi clara e correcta!
Será que também não há muita lapidação para se fazer neste campo?

Rui A.Teixeira disse...

Prezado Hugo,

Efectivamente, contudo é diferente de conteúdo, não carecia de exemplo metafórico, bastaria uma simples correcção, foi mesmo unicamente uma leitura enviesada da minha parte.

Realmente temos de ter cuidado com alguns aspectos nomeadamente o estarmos todos a dizer as mesmas coisas, não acrescentando muito mais áquilo que já foi dito, se calhar a lapidação passará por ai e esperar que novas ideias e propostas venham para debate.

Miguel Pereira disse...

Hugo,
tornar mais forte os blogs é fazer com que sejam mais visitados, pois só assim teremos bagagem para crescer sustentadamente. De que vale ser um grande escritor se ninguém conhece os livros? De que vale ser um grande fotógrafo se ninguém conhece as suas fotografias? De que vale ser um grande jogador se só joga com os amigos de rua?
Objectivo: audiência, Como:..pois

Nuno Oliveira Garcia disse...

Caro Hugo,

Gostei muito da sua provocação e dos textos que seguiram nos comentários.

Já agora, não há um só blog com 5 anos no activo ininterrupto. O amigo João Carvalho também está nisto faz o mesmo tempo...

Ab.

NOG

Hugo Mendes disse...

Rui,
Não houve outra intenção da minha parte senão a de alertar para essa falha de leitura!
Aproveitei, isso sim, para reforçar a ideia da necessidade de cuidar das formas e adapta-las ao público-alvo.
Se sentiu mais que isso, queira desculpar-me, não foi minha intenção!

Hugo Mendes disse...

Caro Nuno,
Agradeço-lhe as palavras e o seu contributo para a discussão!
Penso que estamos a falar da mesma pessoa, não? O blogue que conheço ter 5 anos é o copo 3 do João Carvalho!
Abraço
Hugo Mendes

Hugo Mendes disse...

Miguel,
Mas é aí que entra a leitura de livros sobre o tema (e há tantos!), a formação, a procura de conhecimento… que te ajudem a desenvolver uma estratégia que se adeqúe a ti e ao “teu projecto”.
Essa, no fundo é a “parte fácil”! Difícil é definir-mos o que queremos e olhar-mos para dentro para saber o que nos falta para lá chegar!

Rui A.Teixeira disse...

Não gostaria que a minha ultima intervenção dita-se uma qualquer postura mais agressiva da minha parte, até porque acho que estas iniciativas são realmente de louvar, é claro que não vamos aqui descobrir a poção mágica que irá aumentar as” audiências” dos nossos blogs, mas existem pequenos pormenores, que poderão ajudar.

Nomeadamente, gostaria de vos perguntar, não acham que a colocação do preço referência de um vinho, contribui para enquadrar as nossas apreciações aos olhos de quem nos visita, evitando a necessidade de recorrer às garrafeiras online para, para constatar muitas vezes com grande desilusão , o preço do vinho que apresentamos?

São estas e muitas mais, as ideias que eu acho que deveremos discutir, eu sou apologista da colocação de um preço de referencia, mas isto é a minha visão, discutível.

Rui A.Teixeira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rui A.Teixeira disse...

Ops! parece que já não foi a tempo.
Boas provas a todos.

Hugo Mendes disse...

Rui,
não foi a tempo de k?
Aqui, o tempo nunca se esgota!
Venha de lá esse comentário!

Nuno disse...

Olá a todos.
O meu nome é Nuno e sou o "dono" do blog Adega dos Leigos. Já leio revistas e blogs à uns tempos, mas só à cerca de 6 meses decidi criar o meu espaço, para divulgar vinhos, especialmente portugueses. Acho que os blogs vieram dar algum ânimo ao consumo de vinho, pois já existem muitas pessoas que nos lêem para depois irem comprar já com uma ideia feita do que é aquele vinho. Mas o português não comenta, limita-se a ler. Mas é positivo e acho que daqui para o futuro vão cada vez ter mais peso no mercado. Claro que vai demorar o seu tempo. Eu, por exemplo, fiz uns cartões pessoais para poder entregar a quem está perto de uma garrafeira a escolher um vinho, e divulgo asssim o meu blog, o que escrevo, e com isso consigo ter mais leitores, mas consigo o que realmente acho que é essencial, informar as pessoas que o lêem. Pergunto se têm internet, alguns mais velhos dizem que têm mas não sabem usar, e eu respondo para que o filho ou alguém em casa que saiba, que ponha o meu blog por 5 minutos para poder saber se existe novas provas, e se a prova feita interessa ou não. Sou leitor de todos os vossos espaços, acredito que todos têm potencial, á sua maneira, e acredito que andamos por cá realmente a divulgar e a sermos lidos, e não só a passar o tempo.

Hugo Mendes disse...

Olá Nuno, seja muito bem vindo a este espaço!
eu li o que escreveu e tenho duas coisas para lhe dizer!
a primeira, muitos parabens pela sua iniciativa! Não é comum ver pessoas decididas e a saberem verdadeiramente o que querem! cá no burgo é comum as pessoas acharem que a unica maneira válida de se ser alguma coisa é ficar à espera que ela caia do céu, ou na melhor das hipoteses, num qualquer concurso de talentos da TV.
segunda, não partilha da sua opinião quanto à influência que os blogues já têm no consumo. Acho que a realidade ainda é bem diferente, e, temo que não mude para já!

j... disse...

já que ninguém o menciona, e também porque a conversa aparenta ter morrido (típico, a discussão ferve até que quem a alberga posta alguma coisa por cima), aí está uma abordagem completamente diferente.

http://forum.revistadevinhos.iol.pt/viewtopic.php?f=2&t=1576&sid=6be6229037d75cde5e2000768f5fd8bb

e agora?



[que anedota seria se elp não tivesse sido fundada por gajos inteligentes] ;)

Nuno disse...

Já vi isto noutros lados. Cada um sabe de si e acredita no que acredita, mas quando um faz ou diz, lá vão outros fazer também, porque acreditam mais, ou não.

Hugo Mendes disse...

J....
Foi ao contrário! A postagem foi colocada depois de 2 dias sem discussão!