30 de junho de 2010

A assinatura do Enólogo, vende mesmo vinho?


Vou ser rápido e directo! NÃO!


Quanto a mim, trata-se de uma ilusão, alimentada por algumas empresas de distribuição e por um passado que tende em não sair das cabeças de alguns retalhistas (e da crítica?).

O consumidor não faz puto de ideia de quem são os enólogos e os que sabem, não compram vinho suficiente para se pagar o nome a alguém.

Continuamos com muita preguiça de fazer contas e perceber que o dinheiro da venda é muito menor que o custo da assinatura!

9 comentários:

Hugo Mendes disse...

Entenda-se aqui assinatura como a perpectuação de uma avença por pouco mais que um nome no rótulo!

João de Carvalho disse...

Em alguns casos, saber quem faz o vinho é garante de qualidade, grande parte destes são lá fora que cá dentro a falta de imaginação leva a que sejam quase sempre os mesmos a fazer os vinhos.

Hugo Mendes disse...

João,
falo principalmente de produtores que não se importam de pagar uma fortuna a um técnico que vai lá apenas assinar e entregar umas receitas!
Já nem falo da validade dessas receitas, da sua uniformização ou da adaptabilidade a essa casa ou às outras 10 ou 20 que se acompanham!
Estou a referir-me essencialmente ao plano económico e ao esforço de manter aquilo que me parece ser um "Elefante Branco".

Miguel Pereira disse...

Hugo,
como é que o consumidor sabe se aquele nome é simplesmente uma assinatura ou o vinho é realmente feito pelo enólogo?
Penso que há nomes que vendem vinhos, e então lá fora...e não temos de ir muito longe, basta passar a fronteira para Espanha.
E mesmo que o vinho não tenha sido feito por ele, apenas uma avença, achas que manchariam o nome foi um punhado de euros por causa de uma assinatura? O vinho tem de estar de acordo com o grau de exigência do próprio. Acho eu de que...

Hugo Mendes disse...

Mìguel,
o consumidor simplesmente nem quer saber do nome! Não estamos a falar dos icones mundiais, mas sim, da realidade dos países, que como o nosso querem entrar no mercado grossista!
Estou a falar das contas que os produtores não fazem! custo/benefício de um serviço!

João de Carvalho disse...

Hugo os vinhos que mais se vendem em Portugal quem os consome não quer saber de quem é que o faz... quer saber sim se o vinho mantém a qualidade a que os acostumou... isto é algo que não pode mudar todos os anos porque senão ficam com o vinho na adega... e milhões de garrafas é chato.

Se levarmos as coisas para o campo da receita, então é mais que óbvio que há umas melhores que outras... e se por cá somos bons na Cozinha tradicional, lá fora eles dominam tanto a tradicional como a moderna.

Hugo Mendes disse...

João,
a ver se nos entendemos!
eu não estou a atacar a posição do Enólogo, nem mesmo a do consultor! Eu considero aceitavel, que um enólogo assine mais que um projecto se conseguir em todos ser verdadeiramente o enólogo (que mete também marketing!) e desde que não sejam concorrentes!
Aqui é somente uma questão de gestão. dizer aos produtores que têm de saber exactamente que retorno têm com o seu capital humano e, perceber se o balanço, tendo em conta o custo, vale a pena!
eu entendo que não, quando o enólogo é somente o tipo que vai lá deixar uma receita e assinar uns papeis!

Miguel Pereira disse...

Essencialmente é uma questão de marketing. Se o enólogo é conhecido, com nome feito, com sucesso, porque não aproveitar isso para tentar vender mais vinho? Mesmo que seja só com a receita...
Aliás, a maioria das consultorias não são meras operações de marketing?

Hugo Mendes disse...

Miguel,
Mas é ai que a coisa falha! Estamos a falar de valores entre os 15 000 e 0s 20 000 euros/ano. Quanto vinho tens de vender para segregar esse valor? E não te esqueças que ´
é para o nome! Qualquer acção de marketing tem custos e devem ser pagos à parte disto!
Eu enquanto gestor, encontraria outras formas de rentabilizar esse dinheiro e, estou certo que teria muitos e melhores retornos!