12 de julho de 2011

Ensaio #11 (take II)



Confesso que esta prova me surpreendeu.
Normalmente, não gosto dos ensaios com aduelas, pois esqueço-me deles mais tempo do que devia e o resultado é um bafo intenso a madeira (pau), completamente descasada do vinho. Neste caso, não foi bem assim.
Testaram-se diferentes queimas, favorecendo a predominância de diferentes aromas. A saber, estiveram em teste, as seguintes aduelas:
High Toast; High Vanilla; High Vanilla Pure; High Mocha; High Spice; 44º Burdeux; 45ºRhone; 46º Burgundy.

A prova:
A testemunha mostrou-se alcoólico mas com uma harmonia aromática muito boa. Todas as aduelas marcaram o nariz de forma intensa e em todos se percebeu o factor diferenciador. Contudo, desagradou-me sobremaneira o nariz do high toast, precisamente porque não lhe distingui nada mais que o pau queimado. 45º Rhone e o 46º Burgubdy, foram, sem dívida os que, isoladamente mais me agradaram no nariz. Menos intensos, mas mais finos. High mocha e high vanilla ganharam a segunda posição. Normalmente não gosto das sensações de madeira muito unidimensionais, mas aqui até que nem é muito mau.
Na boca, sobressaíram novamente o 46º Burgundy e o 45º Rhone. Desagradou-me mais uma vez o high toast.

Conclusão:
De uma forma geral, fico com uma imagem muito positiva destas aduelas. Constato que em todas há uma maior sensação de integração da madeira do que é normal. Explica-me Rui Ribeiro, técnico da WTS, empresa que comercializa estes produtos, que se deve à forma como a queima é feita. Nas aduelas de1ª geração (podemos adoptar esta designação?) era calor por convecção, uniformizando a queima em toda a madeira, ao passo que nestas temos um nível de penetração, semelhante à barrica, com a vantagem do vinho poder entrar em contacto com madeira não queimada.
Acredito que seja de facto uma alternativa viável para vinhos em que o imput de madeira seja comedido.
Não gosto, contudo de vinhos tintos com sensação de madeira nova, por isso, contrariando as indicações prescritas para estes stiks de ensaio, vou reutiliza-los em novo ensaio, com novo vinho, e simular assim o comportamento de estágio em madeira de 2ª utilização.
É uma parvoíce?

Depois eu conto!

Sem comentários: