9 de novembro de 2011

Que tipo de idiota sou?

Já em pequeno o meu pai me chamava idiota. Fazia-o porque andava sempre a saltar de ideia em ideia. Era o tipo de miúdo que vivia com a frase:

“Tive uma ideia. Boa?”

Vem tudo isto a propósito de que, apesar de ter crescido, não deixei de ter ideias. Deixei, contudo, de ter tempo para as concretizar (em contexto de trabalho deve dizer-se oportunidade e não tempo. O chefe não gosta que digamos que não temos tempo.). Apesar disso, lá vai, uma ou outra furando a malha das prioridades e ganha vida com maior ou menor impacto.
Há cerca de um ano, os mais atentos recordar-se-ão que, prometi fazer um alargamento deste blogue, chamar a colaboração de especialistas e outra gente interessante que iriam fazer este espaço bombar. A vida é cheia de mistérios e por vezes abrimos a porta mas é pela janela que o ar teima em entrar. Paciência, valha-nos as pernas para acorrer à dita e escancarar as portadas. Curiosamente, o que vingou foi o grupo que criei no facebook para angariar leitores para aqui. Cresceu de uma forma praticamente independente. Hoje, poucos dos que por lá andam saberão que é, na génese e na intenção uma extensão deste espaço. Por outro lado, o que não vingou foi a ideia de alargar… Criei espaço para alojar tudo e todos mas depois… encolheu-se novamente. Nada a lamentar!
Houve convites aceites que não deram em nada. Mas isso, verdadeiramente não me incomodou. As pessoas em questão têm profissões, têm vidas e não posso esperar que tenham pelo meu espaço a mesma dedicação que eu tenho. Sinceramente, entendo. Vejo tudo isto de forma orgânica. Testar e falhar é seguramente mais interessante que não testar para não falhar. Talvez esse alargamento se proporcione a partir daqui. Não sei! Manterei a esperança e continuarei nas diligências.
O que não entendo mesmo, e isso é que me “encanita” é o facto de ter enviado um mail a todas, repito, todas as CVRs a pedir que o reenviassem para a sua base de dados de produtores. O que pedia era tão-somente aos últimos para enviassem notícias para que se pudesse aqui fazer uma triagem e publicar as que mais se adequassem à filosofia aqui da casa.
NADA! Não recebi nada! Para os menos atentos, sou do meio e, recebo os e-mails que a CVR de Lisboa envia aos produtores. Contínuo, entretanto a recebe-los. A pedir amostras para o guia deste e daquele. A pedir dinheiro para participar neste ou naquele evento, a pedir…., a pedir…., a pedir. Mas o meu mail nunca chegou!
Eu já disse que a publicação das ditas notícias era gratuita? Não? Ah! Mas disse no mail, não tenho dúvida!
Não precisam de me dar importância. Não me sinto melindrado por nada disto. Contudo, não posso deixar de me sentir lixado quando percebo que as instituições de certificação que também têm competências de promoção, continuam de costas voltadas para a realidade da internet. Resumindo, continuam a correr atrás do prejuízo em vez de prepararem o futuro. O médio prazo.
Talvez a s CVRs que lerem isto sigam a linha do meu pai e se juntem ao coro que, no presente me apelida de idiota, mas desta vez, sem sorriso na cara.

2 comentários:

Anónimo disse...

que idiota. de volta a jaula. huahuahuahua

Hugo Mendes disse...

eh! eh! eh!