23 de abril de 2012

Conhecer e trabalhar o Vinho

Presumo que exista um exemplar deste livrinho em casa de cada enófilo ou enólogo de todo o mundo. Não tanto pelas suas qualidades extraordinárias, mas sim pela sua fama intemporal e pelo simples facto de que, durante muitos anos, foi quase peça única e sem concorrência no mundo da enologia escrita.
Trata-se de um livro simples, de consulta fácil. Bem estruturado e intuitivo na pesquisa. Informa qb e quanto a mim, esgotam-se aqui as suas mais-valias.
Diz o prefácio desta edição que tenho, a segunda, datada de 1981 (penso, a ficha técnica é muito deficiente) o seguinte:
“Na altura do seu aparecimento, este livro representava uma versão condensada, mais acessível, do “Tratado de Enologia” em dois volumes de J. Ribéreau-Gayon e E. Peynaud,…”
Seja, contudo, acho que à luz dos nossos dias, torna-se um pouco difícil de mastigar pelos enófilos e com poucos ou nenhuns porquês para os enólogos.
Nas minhas pesquisas, nos meus estudos, serve-me como elemento de primeira abordagem. Um ponto de partida. Um auxiliar de estruturação. O esqueleto.
Se me perguntarem os enófilos se vale a pena comprar, direi com honestidade que não, a ter apenas um, prefiro este.
No entanto, é uma obra do grande Emile Peynaud, quanto mais não seja pelo respeito histórico valerá sempre a pena. 

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