30 de agosto de 2012

Uma séria televisiva sobre vinho português?

Alguém se recorda deste genérico?



E porque raio fui eu buscar isso agora? Bem, estava para aqui a ler este soberbo livro e sai-me o relato de que a série Falcon Crest teve um impacto muito positivo no aumento do turismo vínico em Napa Valley. Mas como, perguntam vocês? Ao que parece, todos os americanos wine geeks reconheciam Sring Mountain Vineyar, um dos sets mais importantes da novela. Provocou uma romaria ao local, o que ajudou bastante no cimentar do turismo vínico no Vale uma vez que as visitas não se limitavam apenas à adega visada. Fundamentalmente, despertou o interesse pelo vinho, em pessoas que de outra forma nunca se interessariam.
Fico com a impressão que esta série teve um efeito semelhante à loucura do exercício despoletada pelos programas Peso Pesado em Portugal. De repente... toda a gente gostava de vinho.
Tudo isto tem lógica na medida em que passamos a vida a concluir que temos de influenciar o publico não enófilo ao consumo de vinho de qualidade, que temos de desmistificar o consumo e a produção para que o cidadão comum se sinta próximo da bebida e aumento o seu consumo.
A produção de ficção em Portugal tem avançado bastante nos últimos anos. Seria por isso interessante que os produtores se unissem e procurassem formas de com os seus contactos, com as suas influências e, se necessário com o seu patrocínio, fazer lobby junto das produtoras de forma a que se fizesse algo do género. Uma série de qualidade onde o vinho fosse mais do que o pano de fundo. 
Já sei que se fez a Vila Faia e que até se repetiu. Mas acho, contudo que a repetição veio fora de tempo e com uma qualidade duvidosa (Até porque parece que o enólogo era o mau da fita. lol). Para mais, o vinho e a produção de vinho eram cenário. No contexto, tanto poderia ter sido vinho como uma fábrica de curtumes. A envolvente vínica não era um personagem.
Precisamos de algo que se torne de culto. Com uma história bem esgalhada (por favor deixem os argumentistas da SIC fora disto) e que dure os 200 episódios do Falcon Crest ou, se possível os 19897760870786986565869696 do Dallas.
Parece que é bem capaz de fazer mais pelo vinho em Portugal do que umas boazonas seminuas num supermercado a oferecer amostras de um vinho. ; )
Fica a ideia.



6 comentários:

Diogo Rodrigues disse...

Mas a que supermercado é que tu vais? No meu as promotoras não têm piada nenhuma.

Mas a ideia da série é boa.

Hugo Mendes disse...

Aos de STR.... aquilo também costuma andar fraquinho! Mas há por aí muita rapaziada, principalmente produtores que acham que um grande par de mamas vendem mais do que bons vinhos!
Ideias..... cada um tem as suas!

Ema Martins disse...

Acho muito mais apelativo algo deste género:

http://www.youtube.com/watch?v=0z6kV-RIZM0

Hugo Mendes disse...

Eu percebo o que dizes Ema, mas penso que estás a passar ao lado do "ponto". Para ti, para mim e para todos os que, de alguma forma já estão envolvidos com o mundo do vinho, esse formato torna-se muito mais apelativo, mas, ainda assim, diria que estamos num nível II ou III. precisamos do nível I, algo que motive a descoberta sem que o que os mova a assistir seja o vinho propriamente dito. nesse ponto, uma série de qualidade seria muito mais interessante do meu ponto de vista.

Ema Martins disse...

Eu sugeri este formato porque acredito que o formato motive pelos seguintes aspectos:

- Uma das personagens não percebe nada de vinho, que é uma personalidade pública de outra área.

- A outra personagem é um crítico de vinhos, muito conhecido. O seu papel é mostrar o mundo do vinho ao outro e ensiná-lo a apreciar/perceber o vinho.

- Ao mesmo tempo que é bastante cómico é muito educativo.

- Em Portugal imagino algo do género com duas personalidades públicas de massas, que dominem as camaras, que sejam muito naturais e que não se importem de fazer todo o tipo de figuras e passar por diversas experiências vínicas, percorrento todas as regiões do país, introduzindo os diversos temas e aspectos vínicos gerais e genéricos de cada região, etc.

- Se for uma coisa bem feita, torna-se viciante, nem que seja para ver as tristes figuras que o primeiro vai fazer no episódio seguinte.

Hugo Mendes disse...

És capaz de ter razão!