22 de dezembro de 2012

The Champagne spirit of celabration

by Sara Slavin and Karl Petzke




Pois é!
Um tipo como eu, que compra mais livros do que aqueles que é capaz de ler, 80 ou 90% deles pela Internet  corre o risco de ter agradáveis surpresas de quando em vês. Acreditem ou não, as minhas estantes começam a proporcionar-me momentos do estilo: “fui descoberto por este livro”. Mas desta feita pela segunda vez.
Voltei ao estudo de Champagne e para recomeçar, busquei algo fininho, inocente e que me pareceu frugal para ganhar ritmo.
O livrinho mostrou-se uma pérola de satisfação. Um deleite. Um prazer comparável com o próprio acto de degustação do néctar das estrelas.



Não precisa mais do que a disponibilidade de uma longa tarde de chuva e, porque não, uma boa garrafa de espumante a acompanhar.
De uma forma muito simples, este pequeno livro de apontamentos, para além de conter um razoável número de receitas culinárias em que o champanhe é ingrediente central– a que mais me impressionou foi champagne mint jelly – dá-nos preciosas informações sobre todos os aspectos importantes relacionados com a concepção e consumo da bebida. Sem complicar, NADA, é um verdadeiro exercício de resumo, que nos mostra de uma forma muito crua que não é preciso ler calhamaços nem provar 1000 vinhos/ano para saber o suficiente que nos permita tirar mais partido da bebida.



È livro que recomendo a todos, em especial a quem insere o consumo de espumantes no seu life stile.

Não resisto a tentar uma tradução, tosca (e não autorizada), de uma das muitas passagens úteis,  simplesmente escritas, mas muito ricas em informação e emoção.
Pag 52 – Como abrir uma garrafa de champanhe

1. Remova parte da cápsula, mas só o suficiente para aceder ao aro torcido do arame.
2. Segure a garrafa num ângulo de 45 graus com o gargalo perto da primeira taça que vai encher.
3. Segure a rolha e gentilmente rode a garrafa numa única direcção. Rode a garrafa, não a rolha.
4. A rolha não deverá fazer barulho. “O ganho para os ouvidos representa uma perda para as papilas”. Foi despendido um enorme esforço para colocar as bolhas no champagne. Para quê desperdiça-las na rolha?
5. O som de uma abertura perfeita deverá ser tão suave como um suspiro.

Delicioso, não?





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