6 de fevereiro de 2013

"Coisas" que me aborrecem - (I)


Sou tolerante ao erro, à falha involuntária, à omissão pela ignorância lógica (nem sei se isto existe!). No fundo, tolero tudo o que não consigo relacionar com as famosas segundas intenções.
Pela mesma ordem de ideias, apetece-me estripar alguém de cada vez que me tentam fazer de estúpido (no meu caso é mais evidenciar o facto!).  De cada vez que a esperteza saloia de um comercial ou de um agente, dito, publicitário, recorre ao óbvio, ao banal... ao estupidamente fácil e acéfalo para promover uma marca.

Num destes dias passeava no supermercado e, como sempre, dava uma pequena volta pelo corredor dos vinhos. Em particular no linear de espumantes. Saem-me na rifa uma série deles, com uma marca que eu conhecia de outras glorias, mas agora, com uma imagem mais circense e com diferentes variantes de acabamento. O primeiro em que peguei afirmava ser meio secoi. Não tinha ano de colheita, mas também não tinha de ter. Para mais, por menos de 4€.... é melhor mesmo que não tenha. Peguei noutro. Cor diferente, o mesmo espalhafato, e com o mesmo preço.
 Neste porém, leio, Vintage Bruto. Bom, Vintage, num espumante, tal como nos vinhos do Porto, reporta a um vinho de colheita, feito com  vinho de um mesmo ano (Os Brasileiros chamam-lhes safrados). Logo, seria de esperar que ele aparecesse. O ano. Mas não. Não o consegui encontrar durante os 2 ou 3 minutos em que o procurei no rotulo, no contra-rótulo, na gargantilha e na cápsula.
Isto indigna-me. Não sei sequer se é legal. Não me rala que seja. Preocupa-me que ninguém perceba que este tipo de atitude confunde os consumidores e banaliza as designações. Vendem-se umas "merdas" de umas garrafas assim e...  Alguém pensa, por momentos, no depois? Claro que não, provavelmente estas ideia vêm de brilhantes mentes  para quem só interessa o momento. Assim como assim, não é liquido que dali a 2 anos, quando o castelo de cartas começar a ruir não estejam já a derreter... digo, a vomitar criatividade noutras marcas. Para outros produtores (cegos?). Para outros produtores com politica de terra queimada! Para outros terroristas!
Raios partam esta mentalidade destrutiva e pesudo espertalhona que nos leva à ruina e nos mantém por lá!

2 comentários:

Anónimo disse...

é como a expressão "gourmet". essa já perdeu tudo o que era. "vintage" pode ser a próxima.

Hugo Mendes disse...

Esse torna-se um dos meus receios, até porque depois criam-se outras e outras e a confusão só tende a aumentar!
Obrigado pelo comentário!