15 de abril de 2013

Estes Alemães são doidos!

Adolf Schrödter, Falstaff und sein Page, 1841

Socorro-me, mais uma vez, de Hugh Johnson's, e do seu no fabuloso livro História Universal do Vinho, para quebrar o jejum de posts. Mas tenho medo. Começo a correr o risco de, num destes dias, ser olhado como uma nova versão (fraca e desinteressante) do Dr. Vasco d'Avillez.
Cruzes credo, isso não quero!
Este digníssimo Senhor do Vinho merece que a "pasta" seja herdada por alguém muito melhor que eu, um miserável citador de curiosidades.

Diz então o autor que, pelo século XVI, o povo alemão ganhou uma obsessão por vinho, de tal forma, que as famílias nobres tinham o costume de contratar "bebedores profissionais". Não refere o texto (e eu não procurei noutra fonte) se era um serviço permanente ou somente para os eventos de salão. Contudo, tinham a particularidade de escolher figuras, já de si, cómicas. Estão a imaginar quem? Claro, os gordos bem falantes, desenvoltos no discurso mas completamente trapalhões nas acções. Uma espécie de bobos da "nova era". No seu caderno de encargos constava apenas que tinham de, pasmem-se:
 beber muito, arrotar e vomitar.

Imaginam a cena? Tudo em animada algazarra e o tipo, vermelhão de tanto vinho (isto já sou eu a interpretar), "saca" de um brutal arroto que leva os convivas às lágrimas. De seguida sai da mesa e vomita (ninguém sugeriu onde, por isso usem a imaginação), volta à mesa e de novo arrota, confirmando o vazio da vasilha. O publico vai ao rubro e aplaude de pé!
Que grandes festarolas, sim senhor!
"Gandas" malucos!

Não consigo decidir se está aqui uma ideia de negócio ou se é, simplesmente, mais uma demonstração da parvoíce extrema deste povo, que depois nos deu coisas tão boas como o nazismo, os turistas gordos e barbudos que bebem cerveja o dia todo ou a Angela Merkel.

É muito tentadora, a ideia de alguém pagar para me empanturrar de Riesling e depois o vomitar no colo de um qualquer capitalista alemão. Mas não daqueles que o Gandhi gostava, se puder escolher, só vomito em políticos e banqueiros, vestidos!

7 comentários:

Anónimo disse...

Caro Hugo
Gostaria de começar a frase (felizmente), mas tenho de dizer infelizmente nem todos sabem distinguir um enólogo de um enófilo daí que o teu separador tenha a palavra escrita estória com um (e) e naõ com um (h)faz-me lembrar dos tempos em que exercícia arqueologia quando me perguntavam o que eu fazia e eu respondia diziam-me logo de seguida;
- deve ser giro andar escavar ossos como no Jurassik Park. O.k o que é que a paleontologia tem haver com a arqueologia?. Quanto a esta história sem dúvida faz-me sentir como um peixe na água. Conheco-a e estudei bastante sobre o assunto ( cheguei a publicar um estudo sobre a arte tumlar desde periodo romano até ao século XVIII em que esta temática está presente. Analisei sarcofagos no museu nacional de arqueologia, visitei cemitérios enfim é um mundo...a proposito o documento mais antigo que temos referente a vinicultura data do ano 989 d.c sobre a região do Douro. Agora nos ultimos tempos têm me dado gozo andar a investigar a história do vinho de bucelas ( já um tempo que não me dedicava a uma investigação histórica) exceptuando aquelas investigações de quem matou quem. Quanto aos alemães; esses originalidade não tem nenhuma até a maldita suástica foram imitar os romanos. Para além de ser um javardos de primeira. Digo isto com conhecimento de causa. Como sócia de uma unidade hoteleira esta malta é daqueles turistas que só fazem estragos. Quanto ao quebrares o jejum dos posts é sem duvida uma boa ideia, para além de escreveres bem e teres uma cabeça bem organizada ( já sei que não és perfeito e também não vamos discutir a predisposição genética que leva as pessoas a terem determinado talento). Gosto deste equilibrio. Juro que tentei ler outros autores mas não consigo chegar ao fim. Ou são demasiados aéreos ou maçudos e para maçudos basta os meus calhamaços de direito. Assim sobras tu. Posso escolher a vontade o que quero ler. Alda

Hugo Mendes disse...

Eu agradeço a "religiosidade" da leitura, mas, aproveito para sugerir dois dos meus preferidos, simplesmente porque demonstram, verdadeiramente ter ideias arrumadas e uma intelectualidade que me ultrapassa. Para além de pensarem. O que gosto muito:
http://amavelvinho.blogspot.pt/
http://pingasnocopo.blogspot.pt/

Diverte-te! ; )

Anónimo disse...

caro Hugo.
Religiosidade: Nem tanto. Já estava cansada de escrever sobre cães. Pois em Bucelas eu sou conhecida pela rapariga dos cães. Devido a recuperar cães de situações difiçéis, treina-los e arranjar-lhes novos donos. A malta da quinta do Sol também já nem me pode ver porque quando me envolvo numa causa..bem..envolvo-me. E por outro lado; já sei que há muitos enólogos neste país ( ainda hoje estive com malta da vinícola castelar a tomar uns copos), mas porque não hei-de valorizar a malta que trabalha na minha terra. Se quero por Bucelas no mapa não faz sentido procurar os valores na conchichina. Quanto ao Domingo Soares Franco Já mais ou menos o conheço e sim sei que é muito considerado. Eu já o poderia ter lido mais cedo mas um dia andava a correr blogg e vejo-o a fazer referência a Saramago um escritor que odeio: Caramba perdi logo a vontade. Juro que não te vou perseguir todos os dias com comentários. Só de vez em quando porque o que é bom acaba depressa e os teus escritos não saem da noite para o dia. Quanto tambem à segunda sugestão vou segui-la. E sim devia divertir-me mais. Isto de trabalhar 7 dias por semana..as vezes não tem graça. Mas caramba ser uma velhota gaiteira esta-me no sangue e beber todos os dias um cálice de vinho do Porto. Graças a isso o meu avó viveu até aos 90 anos. E eu pretendo lá chegar...

Anónimo disse...

Desculpa lá a confusão o pingas é que escreve sobre o Domingo Soares Franco e Saramago...o raio da gripe está a me deturpar as ideias.

Hugo Mendes disse...

Eh pá, mas o Saramago do Pingus deve ser mesmo o enólogo!
E para me odiares de vez.... lol.... tenho mesmo de te dizer que sou da opinião dos homens do comité Nobel. Tenho José Saramago na mais alta esfera dos escritores lusos. Como pessoa não sei. Não o conheci! ; )
Comentar, podes à vontade. Afinal, o que é um blogger sem contários?

Anónimo disse...

Pausa neste dia maluco de trabalho. Caramba não basta o raio da gripe não me largar, hoje fiquei quase sem voz mas pelo menos o cerébro já funciona. Não haja dúvida que descontraio contigo. Tens toda a razão com saramago ( tive o cuidado de ler o que pingas escreveu), não tem nada a ver com escritor apenas só partilham o nome. Estou no meio da algazarra dos colegas e a rir-me ao escrever. Anda tudo curioso. Defeito profissional, penso. Com o pingas já entrei nos preliminares é bom saber que já vais conhecenco o meu cerebro. Porque com pingas houve logo empatia. E também sei quem é Domingos Franco Soares. Detesto quando não sei alguma coisa. Odiar-te ná...eu nas pessoas que odeio geralmmente uso um par de algemas ( bem sei que elas podem ser multifuncionais, mas nesse sentido porto-me bem). Adiante quanto a saramago (pessoa), não tenho nada contra. Quanto ao escritor...jesus...brilhantes são o grupo das folhas caídas; Herculano, Camilo..isto é que a literatuta. Alda

Anónimo disse...

Caro Hugo
È só para dizeres que andas muito preguiçoso. Não temos nada novo há vários dias. As férias ainda vèem longe (iol).Alda