3 de abril de 2013

Nicolas Joly - Vinho, do Céu à Terra


A curiosidade pela biodinâmica já vem de trás. Sabia o mesmo que o comum dos enófilos, sobre este movimento agriculta.  No entanto, recentemente, houve algumas questões de "envolvência ambiental" que me aguçaram a curiosidade e levaram ao aprofundar de conhecimentos neste campo.
Na pesquisa que fiz, este foi o primeiro que me saiu em Português (também sugerido por alguns amigos/colegas), prometendo ser abrangente o suficiente para a estreia.

Bom, o livro!
A primeira recomendação vai para os corações mais frágeis dos cartesianos materialistas. Terão de ler página a página (claro! Mas refiro-me a uma leitura pausada) acompanhado com fortíssimas infusões de tília ou flor de laranjeira. È a única maneira de não procurarem o autor para lhe tentar partir as "fuças", tal o grau de agressividade gratuita com que este apresenta e defende as suas crenças.
È uma pena que assim seja, pois, finda a leitura, entendo que há boas ideias aqui. Muito bons princípios que merecem ser estudados. Não carecia, o escrivão, de atacar gratuitamente todos aqueles que defendem abordagens diferentes (deixo a justificação para um conjunto de posts que planeio fazer, no fim das remanescentes leituras, especificamente sobre a Biodinâmica).
Para já, e feitas as ressalvas necessárias - até porque não há muitas alternativas - recomendo a quem queira saber o que é isto da Biodinâmica que o leia (o autor tem outro mais virado para os enófilos, mas só encontro em Inglês e Francês).
È um livro fácil e com conceitos simples. Se derem o devido desconto, aprendem-se umas coisas para além do muito que nos põe a pensar!

2 comentários:

Horta de Gonçalpares disse...

Concordo plenamente, também eu comecei por ler esse livro à uns anos atrás. Julgo que é uma primeira abordagem, e como julgo já ter comentado, entendo que sem extremismos pode ser interessante trabalhar em biodinâmica. Por uma questão de criar uma identidade própria em cada vinho, poderá ser melhor ou pior, mas com identidade, individualidade, reflexo de cada um de nós e das nossas atitudes na vida, na vinha e na adega. Não querendo parecer maricas, julgo que nos permite pôr mais amor no vinho!

Hugo Mendes disse...

Obrigado.
Sim, penso que antes dos actos, a reflexão é importante, principalmente nos dias que corres, seguramente num país como o nosso (refiro-me ao numero de micro regiões que temos, quando comparamos com o plano internacional.).
Não me sinto nada "maricas" em associar a paixão e o amor ao vinho.Nem conseguiria fazer vinho de outra forma.