2 de outubro de 2013

Manual de Viticultura by Alain Reynier



Foi o primeiro livro de Viticultura que comprei. Não me lembro se porque o encontrei nalgum lado ou por sugestão de algum amigo que tenha estudado por ele, a verdade é que comprei e tem servido para algumas consultas.
A ideia que tinha dele era a de um livro maçudo, pouco apelativo à leitura, escrito por um possível génio da viticultura, mas pouco dado às letras. Cheguei a adormecer bastas vezes enquanto lia as suas páginas. Isto é sério!

Recentemente, fruto de um projecto que estou, lentamente, a desenvolver, seleccionei-o, no meio de outros que entretanto fui adquirindo, como esqueleto bibliográfico. Confesso que mudei de opinião em relação a alguns aspectos, mas aprofundei também algumas desilusões.

A percepção é a de que o livro é de facto muito bom e extremamente completo. Não falhando, como pensei inicialmente, na escrita. Onde falha, e muito, é na tradução/revisão. As frases apresentam-se muitas vezes redigidas de forma estranha e, não poucas vezes, dou com erros de revisão que fazem com que palavras como "lavras", apareçam "larvas", o que, no contexto... não seria inteiramente descabido.
Para livro técnico sinto falta de um índice remissivo (este é um grande flagelo nos livros da área, principalmente os escritos ou traduzidos em/para Português). 
Algo que não gosto, em especial, são as legendas dos esquemas, são muitas vezes confusas e maioritariamente não têm desenvolvimento no texto onde estão inseridas. Acabam por criar confusão e duvidas, onde deveriam encontrar-se esclarecimentos.

Por tudo isto, entendo que não deve ser usado por enófilos, ou, a fazê lo, nunca "a seco", sem mais nada a acompanhar. Mesmo para técnicos, sugiro que não comessem a pesquisa por aqui. É bem capaz de deixar a malta confusa.
Pessoalmente, gosto de lá ir quando já tenho uma ideia básica sobre o assunto e procuro uma segunda opinião, alguma ideia complementar ou apenas o confronto com uma diferente explanação.
Tecnicamente, entendo que os textos são muito bons, escritos por quem sabe da poda.

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