13 de janeiro de 2014

Negligência benigna do vinho

Foto usada a partir daqui


"... A celebrety vintner lectured us on his laissez-faire winemaking philosophy and, with obviously false modesty, maintained that his best wines were the product of his "benign neglect""
In: Wine Faults - Cause, Effects, Cures by John Hudelson, Ph.D

Sabendo que alguns dos críticos mais valiosos do mundo acarinham este tipo de abordagem, pergunto: 

Em vossa opinião, é de verdade assim que se conseguem os melhores entre melhores, ou, esta conversa  não passa de bons bolos para enganar tolos? De bela, mas enganadora poesia?
Haverá meio termo nesta questão?

Negligência benigna do vinho! 
Existe?

3 comentários:

Marco Montez disse...

Na minha opinião... poesia. Deixar um vinho ao abandono é deixar um vinho á sorte. Por vezes sairá bem, por vezes sairá vinagre ou coisa parecida. Por outro lado, "trabalhar" o vinho em demasia pode-lhe retirar algumas das suas qualidades. O vinho enquanto na adega, requere acompanhamento adequado, pelo menos em termos de prova. Agora encher barricas e voltar um ano depois para ver como está o vinho é jogar na lotaria.

Hugo Mendes disse...

Marco, obrigado pelo comentário.
Podemos definir. Há como definir esse meio termo?

Marco Montez disse...

Hugo, eu penso que sim, mas cada um de nós terá a sua própria definição desse meio termo. No meu caso, e talvez divido em parte á minha curta experiência, prefiro não "mexer" ou "trabalhar" muito os vinhos. Deixo cada vinho crescer por si próprio, mas mantenho-me sempre atento. Quando vejo que um determinado vinho se começa a "portar mal", não entro logo em panico, dou-lhe algum espaço. Mas quando exagera, pego nele e tento conduzi-lo ao caminho que eu penso ser mais correcto. Faz sentido?