5 de março de 2014

Mudando de casa descobri...

Querido diário:

Não imaginas a inveja que tenho daquela rapaziada que encontra verdadeiras preciosidades vínicas quando mudam de casa ou fazem obras.
Muitas vezes dou por mim a roer os cotovelos com a descoberta de uma garrafa esquecida que o tempo fez o favor de sublimar (não é a passagem de solido a gasoso, mas sim a de tornar sublime).
Nada.Não encontrei nada que não esperasse!

Achei ensaios... ensaios e mais ensaios. Muito espumante com "carica", alguns já nem sei o que são. Para além disso, uma caixa do baptizado do Manel e os vinhos do meu casamento...

A propósito do vinho que regou a boda, encontrei uma garrafa com falta de liquido, fruto de uma libação involuntária, ou somente provocada por uma rolha menos boa. Estava oxidada (sem ser muito), e por isso decidi sacrifica-la ali. 
Farto de caixotes, abri-a. Era uma Quinta da Murta Branco 2005, rotei o botão do som para a direita e refastelei-me no quintal a curtir a fusão entre o âmbar do vinho, o calor do sol e isto:


Foi um momento... sublime (lá está!) num espaço que me permite, sempre, voar!
Adoro aquela casa!

Depois? Depois voltei para as caixas e para as descobertas de nada!

Irra que estou farto de mudança!

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