30 de janeiro de 2015

By The Wine - O principio da revolução dos produtores?

Foto de Jorge Nunes, usada sem autorização.


Ainda não fui  mas, se o meu Amigo Jorge Nunes diz que é bom (E vale a pena ler o que ele escreveu sobre isso), eu acredito e atribuo já um prémio à ideia de abrir um espaço desta natureza.

Louvo a iniciativa da José Maria da Fonseca ao mesmo tempo que na minha conspurcada mente se formulam ideias...

Imaginem que os outros produtores vêm nisso uma oportunidade de castigar a restauração pelas pesadas margens com que trabalham o vinho. Imaginem só a hipótese de, mesmo os pequenos se juntarem em consórcios e abrirem restaurantes, wine bars e demais pontos de venda, onde colocam os seus portefólio a preços decentes ao mesmo tempo que concorrem com a hotelaria pela boa gastronomia.... imaginem só!

Eu ia rir tanto....

8 comentários:

Nuno disse...

Lá está. Atribuir prémios sem nunca lá por os pés. Pela boca morre o peixe caro amigo.

Mas claro... há que valorizar o trabalho de um esquecido nos prémios.

Hugo Mendes disse...

È, de facto, uma forma de olhar para o post. Não necessariamente a minha, nem a mais inspirada (vista do meu ângulo, claro). No entanto possível!

Muito obrigado pelo contributo! :)

Marco Montez disse...

Muito interessante. Por um lado pode gerar conflitos entre produtores e a restauração. Por que razão iria um restaurante vender o vinho de um produtor que tem estabelecimento próprio ao fim da rua?
Por outro lado, isto é um dos aspectos de que gosto em Portugal... uma total liberdade na venda de vinho. Por exemplo aqui nos EUA, este cenário é praticamente impossível de realizar, ou seja (com raras execpções) um produtor não pode vender o seu vinho a retalho fora do perimetro da sua adega.

Tiago Sampaio disse...

O que é realmente interessante é ver o poder económico dos grandes produtores a funcionar.

Eu, como pequeno produtor que sou, abri no centro histórico da cidade do Porto, à um ano atrás um conceito semelhante, aliando os meus vinhos a produtos da região que os viu nascer.

Não houve qualquer reação da blogoesfera ou da imprensa especializada, tirando pequenas notas de imprensa que foram enviadas por mim para as redações.

Agora um grande produtor lança um conceito semelhante, e toda a reação é exacerbada, e grandes louvores são apresentados.

Curioso no mínimo, não?

Hugo Mendes disse...

Marco,

Penso que tudo é possível. Seja a confirmação do que diz, seja, precisamente o inverso.
Sou a favor de que cada macaco deva ser mantido no seu galho, mas... há que começara a perceber que só respeitando o trabalho uns dos outros, podemos todos crescer!
Essencialmente, acho que este tipo de provocações, ajudam!

Hugo Mendes disse...

Tiago,

Há, a meu ver, um conjunto de factores que faz com que estas iniciativas sejam mais acarinhadas pelos blogs quando ocorrem em Lisboa.
Primeiro, o facto da grande maioria morar em Lisboa e só aceitar deslocações se lhe for fornecido transporte. Logo, se não vão ver, não podem falar, certo?
Segundo, o poder e a qualidade da comunicação. As grandes empresas trabalham há muito com agências de comunicação que, aos poucos começam a saber fazer bem o seu trabalho... até com os bloggers.

Como enólogo e pretendente a produtor, acho que está nas nossas mãos que falem dos nossos projectos. Se queremos que falem e não o estão a fazer, é porque estamos a fazer qualquer coisa mal.
Não é uma critica, mas a constatação de que na comunicação deveremos manter uma frieza na análise. Penso que é isso que os grandes fazem!

Já agora, como se chama o espaço e onde é?

Tiago Sampaio disse...

Hugo,

Concordo com a analise relativa aos bloggers.
Mas uma coisa são os blogs e outra coisa é a imprensa especializada. Quando o tratamento é diferenciado, as duvidas sobre o porquê desta diferença, são mais que muitas...

O espaço é a Taberna Folias de Baco, que fica no centro histórico do Porto, bem junto da Torre dos Clérigos.

Rua dos Caldeireiros, 136 - Porto

Pingus Vinicus disse...

É um tema interessante e olhando para a dicotomia empresas grandes vs empresas pequenas, sinto que por parte das primeiras há um olhar transversal sobre os focos a atingir (imprensa especializada e bloggers e outros enófilos).

Curiosamente, e sob um olhar completamente despreocupado, são por vezes "os maiores" aqueles que quebram algum preconceito.

Sobre o transporte, Hugo, isso não é transversal, tu sabes disso. Conheço exemplos

Mas é um facto de que a grande maioria dos bloggers vivem ou circulam na região de Lisboa. Sobre o resto, não me quero alongar muito, correndo o risco de me tornar ainda mais chato.