2 de março de 2015

Onde se faz o vinho?


O vinho faz-se na vinha!

Quem nunca leu estas parangonas panfletárias?
Pois eu vos digo. È mentira. Ouviram? Mentira!

A apoiar-me, tenho a simples evidência de nunca me ter cruzado com nenhuma planta que em vez de cachos desse vinho pronto. Fosse em garrafa ou b.i.b.. Quem me desmente?

Para quem não sabe, na vinha fazem-se uvas e é isso que se colhe!

Ainda que o meu grau de tolice me permita fazer uma leitura que extrapole o mero sentido sintático desta afirmação, não gosto dela. É absoluta demais. Manda para a obscuridade todo o trabalho, bem como os processos criativo e interpretativo que ocorrem do portão da adega para dentro. Não é justa!

Mais ridícula se torna, num pais que teima em não decidir se quer ser "Velho Mundo" ou "Novo Mundo". Onde os produtores que melhor conseguem pagar as contas são aqueles que abandonam  o romantismo e se riem desta afirmação.
Então? O que têm a dizer agora?



1 comentário:

Anónimo disse...

Boas.
Acho que tens razão, ou pelo menos alguma.
Será mais correcto dizer que o vinho começa na vinha.
Sabes bem que logo na poda começas a determinar as uvas com que vais fazer o vinho.
E que sem uvas sãs, até podes corrigir e fazer vinhos decentes mas nunca um GRANDE vinho, daqueles que te abrem portas para os vinhos correntes que no fim te vão pagar as contas do que gastaste na adega.
Mas realmente há por aí uns românticos que enaltecem demasiado a vinha...
Ricardo