19 de janeiro de 2017

Como está a correr a pré-venda



Mesmo correndo o risco deste post ser interpretado como uma mera acção de marketing (não nego que aceito todo o contributo positivo que possa advir daqui), sinto necessidade de fazer uma resanha às emoções que tenho vivido durante estes dias de pré-venda.

Um post no facebook com a imagem final já me tinha dado muitas esperanças quanto à forma como esta pré-venda poderia decorrer. Mas convenhamos, ando nisto há muito tempo e há muito tempo que não me iludo com o facebook e intenções ali expressas. Partilha-se um post, mostra-se intenção de compra e depois... bem, depois só quem sabe é o visado e esse normalmente tem pudor e fica calado!
Portanto, tinha uma esperança cautelosa de que a coisa pudesse correr bem. Também não havia muito a pensar, embora não tivesse (e não tenho) plano B, a máquina está em andamento e o dinheiro vai ter de aparecer. Aperta-se o botão e ... espera-se! Se fosse do tipo de roer unhas te-las-ia roído... até aos pulsos! 
Terça-feira, hora de almoço, altura de merda para lançar conteúdos, afirmam os gurus, mas a batata quente fervia muito e... zás, aqui vai disto!
As primeiras reacções são fantásticas, os conteúdos foram bem recebidos, mandei mensagens a todos os que se mostraram interessados e por conta da gripe que não me larga fui a um pequeno cochilo... duas horas, porra, como posso ter dormido duas hora?
Volto para o computador e abro a caixa postal, fico incrédulo, uma boa dezena de comprovativos, começo a abrir e... é mesmo... e chegam mais, e mais. È isto a tarde toda. tremo: "ai porra que acertei com isto!". O primeiro dia é a loucura completa, chego ao primeiro milhar e lanço-me no segundo. As garrafas saem. são 800 que têm de sair, ainda estamos longe, mas há cadência, a máquina não pára. Sinto o primeiro tremor ao ver os nomes. isto é gente séria, malta de muitos quadrantes e nalguns casos até nos antípodas das minhas posições, Que bom... querem ver que me tornei consensual?
Segundo dia, mais calmo mas muito emotivo, recebo telefonemas e mensagens, todas a manifestar apoio e carinho... estou sem saber onde meter as mão. Sério, não fui feito para receber elogios. 200 garrafas já voaram e volta o receio, será que consigo chegar às 800 a que me propus. O terceiro dia foi mais calmo. ainda não atingi as 300, mas noto que ainda tenho muita gente a querer participar, o mês está a ser duro e percebo que muitos estejam à espera do final para fazer o seu contributo. Mesmo assim o balanço já está a ser fantástico. A máquina já foi posta em andamento não há como parar agora!

Chego ao fim do dia e o sentimento é estranho. Todo o apoio, todo o interesse, todas as manifestações de carinho que me têm sido dirigidas, toda esta mole de gente (neste momento passam das 60 pessoas) me transformou o sentimento. Acreditem ou não, este projecto é cada vez mais partilhado convosco, deixou de ser meu em absoluto. Tem o meu nome, é um facto, mas é nosso e cuido dele com essa responsabilidade, com esse carinho, com esse empenho. Fico com pele de galinha quando penso que a viabilização deste projecto pela vossa parte significa que este é um vinho que vocês decidiram que tem de existir. Não conheço outro com uma génese tão comunitária. 

Quero por isso descansa-los e deixar a nota de que estou a tratar do nosso vinho com todo o carinho, com o máximo de empenho, com a noção da enorme responsabilidade que a vossa generosidade e confiança me depositou nas mão.
Querem saber, perdi o nervo e o medo, não sei bem como, mas tenho a certeza de que isto vai acontecer, de que as 800 garrafas vão para esse lado e que nascerá uma bonita comunidade de enófilos que tudo farei para honrar e respeitar em tudo o que fizer daqui para a frente. Não sei se acreditam, mas isto vai mudar a minha vida.
Muito e muito obrigado por permitirem que isto aconteça.



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