5 de julho de 2012

Inspira Portugal, Touriga Nacional – Post II


Foto usada, sem pedir autorização,aos proprietários, Magna Casta. Sue me!


Já expliquei anteriormente os motivos que me levaram a iniciar esta cavalgada. Não sei onde isto me levará, mas, por agora, estou a gostar desta primeira vereda!
Não pensei começar pela touriga, mas hoje, agradeço a ideia de quem me convenceu a inverter caminho. Faz todo o sentido começar por aqui. É logico aprender sobre uma das castas que tem sido, talvez a maior, das grandes apostas nacionais dos últimos anos.
Começo por apresentar alguns dados que ajudam a caracterizar.
Socorro-me da magnífica obra de Jorge Böhm, intitulada: “PortugalVitícola – O Grande Livro das Castas”.
O autor divide todas as castas usadas na produção de vinho em 6 categorias. Os critérios de separação são, e cito: “a sua importância económica e o seu valor enológico”. Desta forma, a Touriga Nacional aparece-nos no conjunto das 20 castas da Categoria I, a que o autor deu o cognome de “Castas de Elite”.
Na descrição específica, relata aquilo que empiricamente ou através de conhecimento vago já vamos sabendo. Originária do norte encontrou uma forte expansão no resto do território nacional nos últimos anos. Conhece também alguma internacionalização, em especial nos países de Novo Mundo.
Sinonímia (nome pelo qual pode também ser chamada) autorizada: Touriga.
Sinonímia Histórica e regional: Preto Mortágua, Tourigo, Touriga Fina.
Já que estamos numa de dados, apontem mais estes. Na altura em que o livro foi dado à estampa (2010 presumo - estes livros agora não têm o ano de edição exposto de forma clara na ficha técnica) contavam-se 6700 ha plantados o que dava um total de 10,35% de todas as castas plantadas (o que convenhamos… é uma brutalidade se tivermos em conta que existem cerca de 85 castas nas três primeiras categorias que são classificadas até às castas de expansão média (menos de 500 ha).
Sobre o seu valor enológico, pelo menos no que interessa aos enófilos, salienta que é casta propensa a graus alcoólicos elevados assim como elevada também se espera que seja a acidez. Tendência a originar vinhos com boa intensidade de cor [uma vez que o facto de possuir um bago pequeno proporciona uma maior concentração de cor por volume de mosto adquirido].
Não resisto a transcrever aquilo que é descrito como: “Caracterização habitual do vinho”. Reza assim:

“Aroma macio, redondo e quente, lembrando frutos silvestres vermelhos escuros, quase pretos, muito maduros, com algumas passagens florais de predominância para violeta, mostrando nos bons anos um excelente perfume doce, semelhante ao da esteva”.

Para finalizar, Jorge Böhm, refere o facto de a casta obter o máximo do seu desempenho em zonas quentes. Descreve ainda algumas das características já descritas nos vídeos que seguem e que vos convido a assistir antes de vos deixar as minhas apreciações pessoais. 
Se quiserem dar mais uma vista de olhos à lista de vinhos provados, vejam, por exemplo, aqui.

Nuno Magalhães e a Touriga Nacional na vinha.

Paulo Coutinho e a Touriga Nacional na adega

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