22 de novembro de 2012

3 Romances com o vinho em pano de fundo

O primeiro é uma "descoberta" engraçada. Embora ávido leitor, tenho um trauma de liceu com os autores Portugueses.  Miguel Torga era até há bem pouco tempo um dos nomes que me faziam soar em bica. Nunca soube porquê, mas acho que aquelas duas professoras do 11º e do 12º anos tiveram alguma coisa a ver com isso!
"A Vindima". Fiquei com curiosidade de o ler depois das recomendações do  João Pedro Araujo. Foi antes da vindima e, juntamente com os vídeos do Oz Clarke, ajudaram a reacender a chama da paixão por este mundo tão fascinante que é o nosso. O do vinho!

Comentar um romance não é fácil nem eu tenho competências para isso, por isso não o farei, apenas direi que retrata muito bem a dureza da vida no Douro em gerar no período narrado (se me recordo, meados do sec. XX, mais coisa menos coisa). Embora, de uma forma subtil, o vinho é quase uma personagem da estória. Tudo acontece daquela forma porque as lides do vinho assim o exigem. Os encontros, os desencontros, as necessidades e as vontades. Tudo está descrito ao ritmo de uma vindima. Deliciosa leitura.


Usei esta imagem a partir daqui.

O segundo foi uma descoberta fortuita. Não conhecia, nunca tinha ouvido falar. Deparei-me com ele um dia num escaparate "popularucho" (penso que foi na Worten). Achei interessante e comprei. 
Devo dizer que gostei muito. a trama coloca o personagem em situações extremas (de pobreza e de vida)  do qual só o engenho e o trabalho árduo o deixam sair. Sendo um romance histórico, Dá-nos o exemplo romanceado de muitos que de nada fizeram muito. Inspirador, sem dúvida. A produção de uvas e de vinho mostra-se o elemento redentor. Chama-se "O Catalão" e foi escrito por Noah Gordon.


Usei a imagem a partir daqui.



O terceiro é, na minha perspectiva, para rir. Já não sei muito bem o que define um romance de cordel, mas, se é uma história de amor cheia de arrebatamentos sentimentais,  traições e tramas psicológicas, então este é um romance de cordel.
Escrito por uma da mais afamadas escritoras de massa da actualidade, Nora Roberts, esta é mesmo uma novela "mexicana" de gosto discutível e que ao mundo do vinho, digo eu, acrescenta pouco. Não estou a desvalorizar o livro, haverá publico para ele, muito pelos vistos, mas descobri quem era a autora... tarde demais.
Chama-se "A Villa" e li até ao fim!


Usei a imagem a partir daqui. Vale a pena ler a critica que lá está.  É  uma outra perspectiva. 

2 comentários:

Jorge Nunes disse...

Gostei deste registo, Hugo. Parabéns. Podias repetir.

Cumprimentos,

Hugo Mendes disse...

Obrigado Jorge!
Logo que descubra mais uns tantos..... Fica combinado!
Abraço