16 de novembro de 2012

Auguri Espumante 2011

Não sou dado a esoterismos  mas a verdade é que as coisas boas que me vão acontecendo nunca ocorrem quando eu as quero muito mas sim quando deixo passar o tempo suficiente para delas me esquecer.
Houve uma altura em que pensei num futuro profissional dedicado somente aos espumantes. Dirão que não é suficientemente estimulante. Para mim era. É!
Passada uma fase em que investi em material para poder fazer pequenos trabalhos em pequenos produtores esqueci-me do assunto. Mais uma vindima, mais maturações, mais fermentações, mais problemas de equipamento, mais problemas de outras espécie, mais questões de espécie nenhuma.... esqueci!
Mas fui despertado desta letargia por um segundo convite, desta vez da Adega Cooperativa da Labrujeira. A Sofia Catarro, enóloga da casa, perguntou-me se estaria interessado em dar-lhes assistência técnica na tiragem do seu espumante. 
Mais uma vez a coisa foi rápida. Fui lá, conheci a Sofia e o Sr. Ramiro (um adegueiro à antiga!), falamos um pouco, provámos o vinho, as análises mostravam uma boa base, falámos mais um pouco e, pronto, o resto foram  as burocracias normais de propostas escritas, deliberações e aceitações.
Um vinho base, com boas notas de fruta ligeira mas com os cítricos no sítio, limpo e agradável. Boca condicente e uns parâmetros físico-químicos a condizer. 
À parte uns atrasos, tudo sobre rodas, até o tempo ajudou na fermentação em garrafa. Sim porque fizemos tudo "à antiga", não há aqui nada de gases injectados ou de leveduras aprisionadas (mesmo sendo uma adega cooperativa - perguntam vocês - Ah pois!). 
E ponto, ficam aqui algumas fotos da tiragem e a promessa de umas provas conjuntas um dia destes. 
Quem quer?
Sofia Catarro, Vasco Miguel, senhora da linha de enchimento e Ramiro Silva









A Imagem do vinho

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